Acredito que não faria sentido o meu primeiro post ser sobre outra tema que não fossem ações. É um tópico tão presente nas finanças pessoais que se torna quase que imprescindível falar delas nesta página💵
Uma ação representa uma fração de uma empresa e são colocadas no mercado a partir de IPOs (Initial Public Offering). O seu valor irá evoluir conforme a performance da empresa. Tipicamente, se uma empresa apresenta sucessivamente uma boa performance, o valor dessa mesma ação irá crescer, acrescentando valor à carteira do investidor.
No entanto, é de realçar que não é apenas de performance que o valor de uma ação é feito. Muitas vezes, as ações estão sujeitas a fatores externos que as pessoas consideram que podem impactar os resultados de uma empresa. Refiro-me, por exemplo à pandemia de COVID-19 no ano de 2020 ou à imposição de tarifas proposta pelo Estado Unidos da América em 2025, que resultaram em duas crises que causaram a desvalorização no mercado de ações.
Tipicamente, estas alturas, representam ótimos momentos para adquirir ações para o portefólio do investidor, uma vez que quanto mais baixo o preço de aquisição, maior será o crescimento nos períodos subsequentes, caso os valores e resultados da empresa sejam bons. No entanto, deixo a ressalva que é extremamente difícil identificar o momento do preço mais baixo, pelo que acredito que seja um esforço que não vale muito a pena.

No entanto, destaco que a volatilidade das ações também representa uma oportunidade de comprar a preços diferentes, aproveitando “promoções” que possam existir no mercado. E isto significa que também existe risco, dado que as empresas também podem falir e daí ser importante acompanhar métricas e verificar resultados.
As ações, com certa periodicidade, também distribuem o conhecido dividendo, que corresponde a uma parte dos resultados da empresa. Tipicamente, existe uma parte que é refletida no preço da ação e que é reinvestida na própria empresa e outra que é distribuída aos acionistas sobre a forma de dividendos. Este pode tipicamente é distribuído anualmente, semestralmente, trimestralmente ou mensalmente. Existem, no entanto, ações que não pagam dividendos e preferem reinvestir todos os seus resultados na performance da empresa, como é o caso da Amazon ou da Berkshire Hathaway.
O facto de não distribuir dividendos representa uma vantagem em termos fiscais, uma vez que não havendo ganho na conta, a evolução do valor não corresponde a um ganho em si. Apenas corresponderá a um ganho, no momento em que essa mesma ação for vendida e apenas se o valor da ação no momento da venda for superior ao valor do momento da compra. No caso oposto, estamos perante uma menos-valia e o seu valor poderá abater os ganhos no IRS.
No entanto, no caso das empresas distribuidoras de dividendos, indo para o mercado dos Estados Unidos da América, destaco a existência de Dividend Kings e Dividend Aristocrats, que são ações que aumentam constantemente o seu dividendo há mais de 50 e 25 anos, respetivamente. Segue aqui uma lista dos mais conhecidos de cada um deles:
| Dividend Kings | Dividend Aristocrats |
| Johnson & Johnson | Chevron Corporation |
| Procter & Gamble | Realty Income |
| Pepsi | Caterpillar |
No meu caso pessoal, as ações individuais fazem parte do meu portefólio e representam uma fonte de rendimento passivo. Faço uso dos dividendos que vou recebendo para os usar na compra de novas ações e, assim, gerar o conhecido efeito de bola de neve. Inicialmente, os dividendos que vou recebendo são pequenos mas à medida que vou reforçando e vou reinvestindo esse valor, o valor que invisto vai se tornando cada vez maior, acabando por permitir comprar cada vez mais ações.
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